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Hérnia Incisional


DIVIDE-SE EM DOIS GRUPOS:

• É uma patologia de elevada incidência (10 a 15% em laparotomias medianas) e que causa considerável morbidade (baixa qualidade de vida, afastamento da atividade laborativa, etc) e, em alguns casos, mortalidade.
• Os principais fatores de risco reconhecidos são obesidade, diabetes, cirurgia de urgência, tabagismo (risco elevado), radioterapia prévia e infecção de ferida operatória, além de fatores que elevam a pressão intra-abdominal (tosse crônica, constipação, retenção urinária, ascite, etc).
• O diagnóstico é baseado no exame físico, ficando os exames de imagem complementares (tomografia ou ultrassonografia) reservados para os casos de dúvida diagnóstica (principalmente em obesos) ou para o planejamento cirúrgico.
• Sempre usamos tela para correção das hérnias incisionais. Mesmo assim, a taxa de recorrência da mesma ainda é alta (aproximadamente 20% dos casos). A interrupção do tabagismo deve ser fortemente estimulada e tratada inclusive com a ajuda de profissionais habilitados.
• A obesidade também deve ser tratada, de preferencia com acompanhamento por nutricionista, tendo como objetivo inicial a perda de pelo menos 10% do peso no pré-operatório.
• Em alguns casos de hérnia incisional gigante com perda de domínio (quando mais de 20% do volume abdominal está contido no saco herniário), pode ser necessário um preparo mais complexo para a cirurgia (pneumoperitônio pré-operatório e fisioterapia respiratória) devido ao risco de restrição ventilatória após a redução do conteúdo herniário.
• Ainda em relação às hérnias incisionais gigantes, pode haver necessidade de viscero-reduções, expansão de tecido, rotação de enxertos vascularizados de pele, subcutâneo e mesmo de camadas mais profundas.
• Os drenos (tubulares com sucção) são largamente empregados devido ao risco de formação de coleções que podem aumentar a possibilidade de deiscência da ferida operatória e de infecção da mesma. Devem ser retirados assim que possível (geralmente quando o débito diminui para abaixo de 50 mL/24 horas). Em caso de alta hospitalar com o dreno, o paciente deve anotar diariamente o débito e a característica da secreção drenada para levar na consulta de retorno com seu cirurgião.
• Analgesia adequada e fisioterapia respiratória são indispensáveis no pós-operatório para uma recuperação mais rápida.
• Recomendamos sempre o uso de cintas de contenção abdominal no pós-operatório (vendidas da maioria das lojas de artigos médicos).